Um dia, despretensiosamente, o poeta Felipe Júnior se deparou com um velho guarda roupas repleto de livros.  Começou a imaginar sobre a função que o livro tem. E viu que todo livro nasceu com a simples função de ser lido, ou seja, um livro que não é lido não tem função alguma. E imaginou como aquele amontoado de livros que ele tinha no velho guardas roupas poderia fazer com que crianças, jovens, idosos tivessem acesso à leitura e como isso poderia impactar positivamente na vida dessas pessoas, diante de uma sociedade cada vez mais sedenta de cultura. A leitura protege e promove a diversidade das expressões culturais e criam condições para que as culturas floresçam e interajam livremente em benefício mútuo. Foi quando em 2015 idealizou o movimento POR MAIS CULTURA que teria o objetivo de promover o acesso à leitura, fomentando a interculturalidade e reafirmando a importância do vínculo entre cultura e educação. Leitura transforma vida.

Felipe Júnior, então, transformou-se num “semeador de livros”. Abraçou a missão de, por onde andar, semear livros nos canteiros que são os bancos das praças, nos parques, nas feiras livres, nas escolas e nas comunidades, para que as pessoas que tiverem acesso ao livro, leiam e passem adiante, transformando-se elas também em “semeadores de livros”, tornando o movimento uma verdadeira corrente de amor e cultura.

Em pouco tempo, muitas mãos de juntaram ao movimento. Hoje o PMC é feito por muitas mãos.

Um mundo construído POR MAIS CULTURA é necessário. Vamos juntos?

E-mail: movimentopmc@gmail.com
(81) 99701-8003

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VARAL DE POESIA

Desertos medonhos.
Caminhos distantes.
O bulício do antes.
Queimando na alma.
Estradas penosas.
Léguas cansativas.
E as mágoas vivas.
Tirando-me a calma.

Os pés já cansados .
Pela caminhada.
Em busca do nada.
Só sinto o vazio.
De nada valeu.
Meu nobre caminho.
Me sinto sozinho.
Nas noites de frio.

O tempo mesquinho.
Me fez covardia.
Me trouxe agonia.
Enquanto eu brincava.
Roubou minha face.
Tirando o vigor.
Matando uma flor.
Que desabrochava.

Findei como barco.
Que vaga sozinho.
Em redemoinho.
Longe da partida.
Em ondas bravias.
Me vejo já morto.
Sem cais e sem porto.
Nos mares da vida.

Foram tantos sonhos .
E tanta esperança.
Um brincar de criança.
Que tem liberdade.
E o tempo covarde.
Tirou meu viver.
Levou meu prazer.
Me trouxe saudade.

Pedidos de paz.
Que foram em vão.
E o meu coração.
Vagando a esmo.
Guerra sem fim.
E tantas porfias.
Que nas agonias.
Só tenho eu mesmo.

Me calo por fim.
Pelas amarguras.
E pelas torturas.
Do meu desprazer.
A ti meu deus.
Eu tenho amizade.
Mas tua vontade .
Não posso entender.

Neném de Santa.
São José do Egito-PE

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PALAVRA DO ARTICULADOR

Eis que surge um sopro de esperança além do horizonte. A face da juventude se enche de alegria e vigor. O que era apenas utopia, agora começa a dar seus primeiros sinais de um sonho possível. As possibilidades surgem. O verde renasce no chão ressequido e, de repente, a esperança pinta o quadro do tempo.
O Movimento “Por Mais Cultura” se torna um dos diversos sinais da esperança. É como o vento que impulsiona o moinho a jorrar água para tantas pessoas. É um grupo da diversidade: diversos sons, diversas cores, diversas vozes que se somam numa só voz. Um grande quadro onde todos colocam suas digitais como forma de protocolar os seus clamores e assinar um grito entalado na garganta da juventude brasileira. É um grupo que grita e incomoda quando se sente incomodado. É um grupo que diz “não” diante da demanda do “sim” no mundo moderno. É um grupo de jovens protagonistas do seu próprio tempo.
Um mito nos diz que não se deve falar de política, religião e futebol. Mas porque não? Por que não declarar sua opinião diante das injustiças políticas? Por que não desconstruir tradições, dogmas e imposições? Por que temos que torcer quando não há razão para quê? A juventude deve ser o grande diferencial na mudança social de um país. A força motora pensante e praticante. Os caras pintadas de antes são caras novas hoje, mas que gritam contra a mesma máquina injusta.

Surge um novo sopro... é a JUVENTUDE despertando!

Felipe Júnior
movimentopmc@gmail.com

TV POR MAIS CULTURA

PRA PENSAR...

"Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar."

Cássia Eller

POSTAGENS

NAS VEIAS DA POESIA

Rei é rei, nunca perde a majestade,
Ele tem do Nordeste a sua marca,
A sanfona fez dele esse monarca
Apesar de ser simples de verdade,
O aboio estridente na cidade
Como um grande trovão se ecoava,
Em seu peito insuflado, transbordava
Uma enchente de paz, luz e amor...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Gênio é gênio, até mesmo no sofrer,
Entre os gênios, um gênio que não vejo,
Que mostrou-se um simples sertanejo,
Até mesmo bem perto de morrer
O que os médicos podiam, ali fazer
Se nem mesmo a morfina adiantava?
Mas somente um aboio aliviava
O sofrer do doente tocador...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Foi dos astros daqui, o maior astro
Mas da dor dos mortais não foi isento,
Pernambuco ficou sem seu rebento
E a bandeira soltou-se do seu mastro.
Gonzagão, ao partir, deixou um lastro
Tão divino que o Sol se ofuscava,
Quando a morte o levou no céu brotava,
Em um vaso de luz, mais uma flor...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Bandeira Junior