O Processo documenta o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

A pré-estreia do longa será nesta quinta-feira (10), às 19h30, e contará com debate da diretora Maria Augusta Ramos, mediado pelo crítico de cinema Luiz Joaquim. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)

Cinema São Luiz está de volta e, como era de se esperar, há várias novidades na programação desta semana: pré-estreia d’O Processo (2017), e a estreia dos filmes Todos os Paulos do Mundo (2017)Quase Memória (2017)Os Iniciados (2017) e Jovem Mulher (2016).
Dirigido por Maria Augusta Ramos, O Processo (2017) tem angariado uma série de prêmios por onde passa: o Prêmio Silvestre e o Prêmio do Público de melhor longa-metragem, no Festival Indie Lisboa, em Portugal; Melhor Longa Metragem da Competição Internacional do Festival Internacional de Documentários Visions du Reel em Nyon, na Suíça. O longa, que estreou mundialmente em fevereiro, no Festival de Berlim e foi escolhido pelo público como o terceiro melhor documentário da mostra Panorama, retrata o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016. No Recife, a noite da pré-estreia na quinta-feira (10), às 19h30, contará com a presença da cineasta Maria Augusta Ramos que, além de prestigiar a exibição do longa na cidade, participará de um debate sobre o documentário mediado pelo crítico de cinema Luiz Joaquim. Os ingressos, que custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada), serão vendidos antecipadamente: um lote de 500 tíquetes, nesta quarta-feira (9), das 15h às 20h; um lote de 300 tíquetes, nesta quinta-feira (10), a partir das 18h. Cada pessoa só poderá retirar dois ingressos por compra.
Equipe de arte educação da SDSMA da Prefeitura do Recife

O Dia da Cidadania foi festejado no sábado (12/05) com muita animação pelo Rotary Club de Apipucos no Recife-PE. O Articulador Geral do Movimento Por Mais Cultura, Felipe Júnior, esteve, juntamente com a equipe de arte educação da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Prefeitura do Recife, apresentando a esquete teatral "Transforme o Pensamento" no papel do Mestre dos Brinquedos. A esquete teatral leva a mensagem sobre a importância na reciclagem do lixo, na proteção ao meio ambiente e no consumo consciente. A manhã foi repleta de prestação de serviços à comunidade.





A programação do Cineteatro Guarany, em Triunfo, está repleta de bons filmes neste fim de semana: O Silêncio da Noite é Que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras (2016)O Serviço de Entregas de Kiki (1990), O Sonho de Wadjda (2012)Kiriku (1998) e O Porto (2012).

O primeiro deles, O Silêncio da Noite é Que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras (2016), conta com direção de Petrônio Lacerda e foi rodado nas cidades de São José do Egito (PE), Ouro Velho e Prata (PA). O documentário tem como personagem a própria poesia, presente no cotidiano da população que vive na fronteira entre os dois Estados. Nas festas, nas casas, nas ruas, nos mercados, em barbearia e bares a verve poética aparece na voz dos descendentes de célebres vates do sertão e dos habitantes que convivem com essa tradição, relembrando histórias de cantorias, grandes respostas poéticas e dissertando sobre o sentimento e os temas da poesia na região.


Outro destaque da programação é O Sonho de Wadjda (2012). Primeiro filme filmado inteiramente dentro da Arábia Saudita, dirigido por uma mulher, Haifaa al Mansour, o longa conta a história de uma menina de 10 anos, desajustada e determinada em sua busca por uma bicicleta verde. Filmado nos subúrbios de Riad, onde a mobilidade feminina é limitada e andar de bicicleta é considerado uma ameaça à virtude das meninas, Wadjda deseja comprar uma bicicleta ganhando uma competição para recitar o Corão na escola que dará um prêmio em dinheiro.
O Cineteatro Guarany também exibirá O Porto (2012). Dirigido pelo finlandês Aki Kaurismäki, o filme aborda de maneira quase fantasiosa a questão da imigração ilegal na Europa. Já para criançada, há duas opções: O Serviço de Entregas de Kiki (1990), que conta a história de uma bruxinha que saiu de casa para sobreviver na cidade; e Kiriku (1998), que relata a lenda do bebê guerreiro que salvou sua aldeia da feiticeira Karabá.
Confira abaixo os trailers, mais informações sobre as sessões e programe-se! O ingresso custa R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia-entrada). Às quintas-feiras, os filmes, em parceria com o Sesc, são exibidos gratuitamente. Curta a página do Cineteatro Guarany no Facebook  e acompanhe todas as novidades.
O Cineteatro Guarany integra o Cine de Rua, programa que visa revitalizar e reativar os cinemas de rua no Estado, em especial, nas cidades do interior. A iniciativa é desenvolvida pelo Sistema Secult & Fundarpe, em parceria com o movimento Cine Rua, a Prefeitura Municipal de Triunfo, o Sesc Triunfo – PE e o Consulado Geral da França no Recife/Institut Français Brasil.
INDICAÇÃO:
O SILÊNCIO DA NOITE É QUE TEM SIDO TESTEMUNHA DAS MINHAS AMARGURAS
(Brasil, 2016, 79min.)
Gênero: Documentário | Direção: Petrônio Lorena
Classificação Etária: 16 anos
Sinopse: A poesia da vida cotidiana das pessoas que vivem nas cidades de São José do Egito e Ouro Velho e Prata, que fazem fronteira com Pernambuco e Paraíba, respectivamente. Um povo cercado por histórias poéticas e de cantoria. Uma memória aos vates do sertão que enche o local com música e poesia.
Dias e horários: sábado (12), às 20h | domingo (13), às 18h30.



A partir desta quarta (09), professores e alunos das escolas públicas de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, vão poder reviver histórias do cangaço e vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos de Lampião e seu bando, e de Serra como um todo, através do projeto “Passeando pela História”. Serão visitas guiadas a vários pontos que fizeram parte da trajetória do cangaço, como a Praça Agamenon Magalhães, localizada no Marco Zero da Cidade, que originou o município e que ainda mantém os casarios construídos nos séculos XVIII e XIX. Os participantes também vão visitar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída pelos escravos no século XVIII.

Os estudantes também vão ter a oportunidade de visitar a Casa da Cultura, onde encontra-se grande acervo da história da cidade, desde a antiga Villa Bella até os dias atuais, além de elementos religiosos e as tradicionais famílias que chegaram na região nos primórdios da colonização, biografias dos artistas, padres, prefeitos e um grande acervo em fotografias da cidade das décadas de 1940, 1950 e 1960. O último local visitado é o Museu do Cangaço, o maior do gênero do Brasil, que funciona na antiga Estação Ferroviária e que reúne relíquias do cangaceiro Lampião, como utensílios domésticos, armas usadas, fotografias, livros, filmes e documentários sobre os cangaceiros. Os visitantes serão recebidos por monitores que contarão a vida de Lampião e ainda irão acompanhar uma palestra do pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza, autor de quatro livros sobre o tema. O encerramento conta com uma aula espetáculo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião.
A primeira escola a vivenciar o Projeto é a Escola Municipal Manoel Pereira Neto (Neto Pereirinha). Neste primeiro semestre, seis escolas da zona urbana também vão ser contempladas com o projeto “Passeando pela História”, enquanto no segundo semestre, serão contempladas mais seis instituições escolares. De acordo com a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, os professores e alunos vão poder conhecer a história de seu povo e de seu lugar; discutindo com a sociedade as questões como memória, patrimônio simbólico, a democratização do acesso à cultura e a oferta de alternativas qualificadas de lazer para os participantes do projeto. Todo o percurso será feito com acompanhamento de condutores turísticos que detém total conhecimento dos fatos”, afirma ela.
O projeto conta com o incentivo cultural do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Serra Talhada e o Governo de Pernambuco, e ainda com a parceria da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, Fundação Cultural de Serra e Secretaria Municipal de Educação.


O articulador do Movimento PMC, poeta Felipe Júnior, juntamente com a arte educadora Simone, estiveram batendo um papo sustentável no Econúcleo Jaqueira, no Recife, explicando o projeto sustentável do Econúcleo e apresentando o espaço para os visitantes.

Conheça o Econúcleo Jaqueira! 


O articulador do Movimento PMC, poeta Felipe Júnior, ministrou na última quinta (10/05) oficina de Cordel e Xilogravura Sustentável na Escola Municipal Pedro Augusto no bairro da Boa Vista, Recife-PE, através do Programa Educação Ambiental da Prefeitura do Recife. Os alunos e as alunas produziram belíssimos trabalhos e puderam aprender sobre sustentabilidade, arte e reaproveitamento de resíduos sólidos.

Quer levar a oficina para sua escola? Entra em contato conosco!

Equipe Movimento PMC
movimentopmc@gmail.com




Aos 70 anos e após mais de duas décadas à frente do Maracatu Leão Coroado (Patrimônio Vivo de Pernambuco), Mestre Afonso nos deixou. Um infarto na noite do domingo (15/4) – enquanto exercia em Olinda a expressão religiosa que dá força e sentido à tradição cultural pela qual tanto lutou -, silenciou para sempre o seu batuque, deixando a cultura pernambucana em estado de luto imenso.

O sepultamento do Mestre Afonso aconteceu ontem no cemitério de Águas Compridas ao som de toadas e alfaias e com muita emoção como você pode ver nesse vídeo publicado por Isabelle Câmara (Diretora de Comunicação do TRF5) em seu Facebook. 

 Afonso Gomes de Aguiar Filho era recifense e herdou de Luis de França o comando do legítimo maracatu de nação africana, símbolo da resistência negra em Pernambuco. Além de liderar o grupo vencedor de tantos Carnavais, Afonso sempre se mostrou um mestre generoso, dedicando seu tempo a atividades educativas como aulas de percussão e toque de candomblé, oficinas de feitura e manutenção dos instrumentos musicais, além de confecção do vestuário do maracatu.

Evento aconteceu na última quarta-feira (2), no Shopping Tacaruna

Os principais forrozeiros do Nordeste se reuniram no Recife para lançar a coletânea Forró, Festa e São João. O evento aconteceu na última quarta-feira (2), no Shopping Tacaruna, área central da capital pernambucana. O CD idealizado por Flávio José com direção e produção musical de Targino Gondim conta com a participação de 29 artistas do segmento. Para o sanfoneiro pernambucano Targino Gondim o álbum simboliza a luta do segmento pela valorização do autêntico forró nordestino “O cd vem no momento oportuno para todos nós que levantamos a bandeira do autêntico forró e com ele pretendemos vender shows, divulgar canções do universo junino e conquistar o mercado, que cada vez mais vem perdendo espaço pela descaracterização das festas de juninas no Nordeste”, detalha. Estiveram presentes do evento artistas como Targino Gondim, Waldonys, Santanna, Trio Nordestino, Nádia Maia, Flávio Leandro, Alcymar Monteiro, Adelmario Coelho, Chambinho do Acordeon, Nando Cordel, Jorge de Altinho e Maciel Melo. O projeto que tem o Quinteto Sanfônico do Brasil, formado por Targino Gondim, Gel Barbosa, Marquinhos Café, Sebastian Silva e Rennan Mendes como banda base para todas as vozes, mostra a magia das festas de São João. O evento começou com uma coletiva de imprensa, onde cada artista falou um pouco sobre o projeto e a importância desse movimento para a música nordestina. Em seguida, todos subiram ao palco e entoaram algumas canções da coletânea para o grande público presente. O lançamento foi acompanhado pela imprensa pernambucana e transmitido ao vivo para os principais telejornais do Estado.
A Praça da Palavra é o polo literário do FIG e atrai milhares de pessoas durante os dez dias do evento

Por meio da Secult-PE e da Fundarpe, o Governo de Pernambuco lança a Convocatória Estadual de Ocupação de Espaços do 28º Festival de Inverno de Garanhuns, que neste ano vai acontecer de 19 a 28 de julho. Pessoas físicas e jurídicas poderão encaminhar, no período de 18 a 28 de maio de 2018, propostas nos segmentos de Artesanato e Literatura. Confira aqui a convocatória e seus anexos.

No segmento de Artesanato, serão aceitas propostas individuais e coletivas, nas categorias Artesanato Tradicional e Não Tradicional, Arte Popular, Artes Plásticas, Artesanato de Reciclagem e Manufatura Artesanal.
Já para o polo de Literatura, serão consideradas inscrições de livreiros, sebistas, cordelarias, editoras e selos independentes, cartoneiras e artesãos do livro.
O proponente deverá ser pernambucano ou comprovar residência no Estado, há, pelo menos, um ano ou ter título de “Cidadão/Cidadã Pernambucano/a” concedido pela Assembleia Legislativa do Estado – ALEPE e atender as condições descritas no item 5.3 ‘b’ do edital. Os Patrimônios Vivos de Pernambuco são considerados, desde já, inscritos e habilitados para a presente Convocatória pelo mérito cultural, de acordo com a Lei Estadual de Registro do Patrimônio Vivo Nº 12.196 de 02 de maio de 2002 e o Decreto Estadual Nº 27.503 de 27 de dezembro de 2004.
As inscrições poderão ser realizadas no período de 18 a 28 de maio de 2018, de maneira presencial (entrega no protocolo geral da sede da Secult-PE/Fundarpe), de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 17h; via e-mail através do endereço ocupafig2018@gmail.com, até às 23h59 do dia 28 de maio; ou pelos Correios, desde que postadas até o dia 28 de maio, como Sedex, com Aviso de Recebimento (A.R.) e encaminhadas ao endereço da Secult-PE/Fundarpe (Rua da Aurora, 463/469 – Boa Vista – Recife/PE).
FIG 2018 - O FIG é realizado em parceria com a Prefeitura de Garanhuns, o SESC-PE, SEBRAE, Conservatório Pernambucano de Música, Virtuosi e a Cepe Editora. Todas as informações oficiais sobre o Festival continuarão sendo divulgadas primeiramente no site: www.cultura.pe.gov.br/fig2018. Acompanhe!

Grupo pernambucano une canção e paisagens sonoras urbanas
A edição deste sábado do projeto Ouvindo e Fazendo Música abre espaço para a nova geração da música pernambucana. Como parte da programação, o grupo Estesia sobe ao palco montado no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) às 17h para apresentar a faceta experimental da produção do Estado. O trabalho é marcado pelo encontro entre o Pachka Duo, composto por Miguel Mendes e Tomás Brandão, o cantor Carlos Filho, o baterista Márcio Silva e o iluminador cênico Cleison Ramos, que participa como performer de cena.
O grupo nasceu em 2016 com a proposta de unir canção e paisagens sonoras urbanas, promovendo a comunhão entre arte e tecnologia. O trabalho surgiu da curiosidade de seus integrantes, que já tinham experiência no mercado da música pernambucana, e que sentiram a necessidade de explorar outras sonoridades e formatos de apresentação. Assista abaixo um trecho da apresentação do grupo durante o festival Janeiro de Grandes Espetáculos de 2017, quando apresentaram intervenções na música “O Ciúme”, de Caetano Veloso.
SERVIÇO
Ouvido e Fazendo Música apresenta o Estesia
Quando: Neste sábado, às 17h
Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960 – Graças/ Recife)
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
XepaCult – Mostra de Gastronomia de Tradição pelo Consumo Consciente retoma suas atividades neste sábado (12/05), no espaço Maumau (Rua Nicarágua, nº. 173, Espinheiro, Recife/PE), com as mestras cozinheiras Priscila Maria Silva Barros e Ivaniceia dos Santos Silva, do Povo Indígena Pankará, com aldeias nas Serras do Arapuá e da Cacaria (municípios de Belém do São Francisco, Carnaubeira da Penha, Itacuruba, Floresta, Petrolândia e Tacaratu).
A dupla de mestras cozinheiras irá preparar pratos tradicionais com ingredientes locais e a xepa da feira de orgânicos das Graças. As receitas não são revelados antes do evento, estimulando a curiosidade do público, que poderá degustar os sabores da cozinha de tradição indígena, conforme os princípios do movimento slow food que defende sociobiodiversidade alimentar e a valorização da agricultura familiar, prezando pela comida de verdade, boa, limpa e justa para todos.
Enquanto as panelas de barro estão no fogo, é possível conferir a exposição fotográfica “A delicadeza dos sabores”, de Luciana Ourique, e a apresentação musical “O som do barro” com Mestre Nado e seu grupo. O evento começa às 13h. A entrada e a degustação gastronômica são gratuitas.
O projeto XepaCult é realizado pela produtora, pesquisadora e cozinheira Mônica Jácome e tem o incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).
Na exposição “A delicadeza dos sabores”, a fotógrafa Luciana Ourique apresenta uma série de imagens de gastronomia, mostrando o encanto pelos detalhes e a delicadeza de texturas, cores e formas dos alimentos. A sutileza da luz que enaltece os insumos é o que mais atrai na série de imagens apresentadas.
Durante o evento, a música fica por conta do músico e artesão Mestre Nado, que canta e toca instrumentos artesanais feitos de barro ao lado dos percussionistas Sara e Micael Cordeiro (filhos do mestre) e Fábio Bacalhau. O repertório da apresentação “O Som do Barro” é diversificado com samba-canção, baião, ciranda,coco, valsa e bolero. Mestre Nado ainda conta história sobre sua trajetória como músico, mestre oleiro e artesão.
PROJETO - A proposta XepaCult é estimular o consumo consciente, a partir da valorização do patrimônio gastronômico de comunidades quilombolas e povos indígenas de Pernambuco. Ao cozinhar com ingredientes locais e com a xepa da feira de orgânicos, o projeto traz um alerta sobre a importância da agroecologia e o combate ao desperdício de alimentos. De acordo com Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) um terço de todo alimento produzido no mundo é desperdiçado a cada ano.
A XepaCult teve início em agosto deste ano de 2017. A cada evento, duas mestras cozinheiras quilombolas ou indígenas preparam pratos tradicionais, utilizando ingredientes locais e a xepa da feira de orgânicos. Em 2017, participaram da XepaCult mestras cozinheiras dos Quilombos Onze Negras (Cabo de Santo Agostinho), Engenho Siqueira (Rio Formoso), Conceição das Crioulas (Salgueiro) e dos povos indígenas Pankararu (Tacaratu) e Xukuru (Pesqueira). As próximas edições acontecem nos dias 09 de junho e 14 de julho, correspondentes ao segundo sábado do mês.
Sobre Mônica Jácome
Mestranda em Memória Social e Patrimônio Cultura na UNIRIO (2016-2017) com o projeto “Pratos de Resistência: contribuições ao estudo do patrimônio gastronômico de Pernambuco”. Autora do livro “Cardápio de Histórias – Memórias e Receitas de um grupo de mulheres da Zona da Mata de Pernambuco”. Integrante da 1ª turma de Eco-Gastronomia da Faculdade Arthur de Sá Erp (FASE), de Petrópolis/RJ (2014). Aluna de disciplinas isoladas dos cursos de Chef de Cozinha (2012 – 2013) e de Padaria-Confeitaria (2013 -2014) do Senac-Rio. Integrante da Rede Internacional Slow-Food, desde 2014. Reside e trabalha há mais de 30 anos em Pernambuco, atuando como educadora popular e produtora cultural elaborando, produzindo e coordenando projetos culturais com jovens e mulheres, do meio rural e do meio urbano.

Sobre Luciana Ourique
Jornalista e fotógrafa, Luciana Ourique se especializou em fotografia de gastronomia, trabalho pelo qual tem grande paixão e curiosidade. Colaborou com a Revista Engenho de Gastronomia, Festival Restaurante Week, e fotografa para diversos restaurantes e hotéis. Na área de produção cultural, realiza o Festival de Arte no Parque, exposições e cursos de fotografia. Exerceu a função de Editora de Fotografia no jornal Folha de Pernambuco por 12 anos. Como uma profissional versátil, Luciana trabalhou para diversos jornais e revistas, entre eles Jornal do Commercio, Revistas Brasileiros, IstoÉ e Continente.

Serviço
XepaCult – Mostra de Gastronomia de Tradição pelo Consumo Consciente
Degustação gastronômica, apresentação musical com Mestre Nado e abertura da exposição fotográfica “A delicadeza dos sabores”, de Luciana Ourique.

Quando: 12 de maio (sábado), das 13h às 17h
Onde: Maumau – Rua Nicarágua, 173, Espinheiro, Recife – Pernambuco.

Entrada e degustação gratuitas

PARCEIROS

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VARAL DE POESIA

Desertos medonhos.
Caminhos distantes.
O bulício do antes.
Queimando na alma.
Estradas penosas.
Léguas cansativas.
E as mágoas vivas.
Tirando-me a calma.

Os pés já cansados .
Pela caminhada.
Em busca do nada.
Só sinto o vazio.
De nada valeu.
Meu nobre caminho.
Me sinto sozinho.
Nas noites de frio.

O tempo mesquinho.
Me fez covardia.
Me trouxe agonia.
Enquanto eu brincava.
Roubou minha face.
Tirando o vigor.
Matando uma flor.
Que desabrochava.

Findei como barco.
Que vaga sozinho.
Em redemoinho.
Longe da partida.
Em ondas bravias.
Me vejo já morto.
Sem cais e sem porto.
Nos mares da vida.

Foram tantos sonhos .
E tanta esperança.
Um brincar de criança.
Que tem liberdade.
E o tempo covarde.
Tirou meu viver.
Levou meu prazer.
Me trouxe saudade.

Pedidos de paz.
Que foram em vão.
E o meu coração.
Vagando a esmo.
Guerra sem fim.
E tantas porfias.
Que nas agonias.
Só tenho eu mesmo.

Me calo por fim.
Pelas amarguras.
E pelas torturas.
Do meu desprazer.
A ti meu deus.
Eu tenho amizade.
Mas tua vontade .
Não posso entender.

Neném de Santa.
São José do Egito-PE

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PALAVRA DO ARTICULADOR

Eis que surge um sopro de esperança além do horizonte. A face da juventude se enche de alegria e vigor. O que era apenas utopia, agora começa a dar seus primeiros sinais de um sonho possível. As possibilidades surgem. O verde renasce no chão ressequido e, de repente, a esperança pinta o quadro do tempo.
O Movimento “Por Mais Cultura” se torna um dos diversos sinais da esperança. É como o vento que impulsiona o moinho a jorrar água para tantas pessoas. É um grupo da diversidade: diversos sons, diversas cores, diversas vozes que se somam numa só voz. Um grande quadro onde todos colocam suas digitais como forma de protocolar os seus clamores e assinar um grito entalado na garganta da juventude brasileira. É um grupo que grita e incomoda quando se sente incomodado. É um grupo que diz “não” diante da demanda do “sim” no mundo moderno. É um grupo de jovens protagonistas do seu próprio tempo.
Um mito nos diz que não se deve falar de política, religião e futebol. Mas porque não? Por que não declarar sua opinião diante das injustiças políticas? Por que não desconstruir tradições, dogmas e imposições? Por que temos que torcer quando não há razão para quê? A juventude deve ser o grande diferencial na mudança social de um país. A força motora pensante e praticante. Os caras pintadas de antes são caras novas hoje, mas que gritam contra a mesma máquina injusta.

Surge um novo sopro... é a JUVENTUDE despertando!

Felipe Júnior
movimentopmc@gmail.com

TV POR MAIS CULTURA

PRA PENSAR...

"Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar."

Cássia Eller

POSTAGENS

NAS VEIAS DA POESIA

Rei é rei, nunca perde a majestade,
Ele tem do Nordeste a sua marca,
A sanfona fez dele esse monarca
Apesar de ser simples de verdade,
O aboio estridente na cidade
Como um grande trovão se ecoava,
Em seu peito insuflado, transbordava
Uma enchente de paz, luz e amor...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Gênio é gênio, até mesmo no sofrer,
Entre os gênios, um gênio que não vejo,
Que mostrou-se um simples sertanejo,
Até mesmo bem perto de morrer
O que os médicos podiam, ali fazer
Se nem mesmo a morfina adiantava?
Mas somente um aboio aliviava
O sofrer do doente tocador...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Foi dos astros daqui, o maior astro
Mas da dor dos mortais não foi isento,
Pernambuco ficou sem seu rebento
E a bandeira soltou-se do seu mastro.
Gonzagão, ao partir, deixou um lastro
Tão divino que o Sol se ofuscava,
Quando a morte o levou no céu brotava,
Em um vaso de luz, mais uma flor...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Bandeira Junior